"Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê".
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Ar para o estepe
Existe uma larga distância entre os fatos e as justificativas.
Esses dias um amigo terminou um namoro e surpreso que estava com o término, escreveu assim: "Mas ainda ontem você me chamou de amor", a resposta que recebeu: "mas você era mesmo, não foi mentira". Desculpe, meu caro, foi mentira sim! Eu também já contei essa mentira porque era o que tinha que ser dito, porque apesar de a pessoa estar certa na acusação, falta coragem de afirmá-la, coragem de ferir o ex-ente-querido ou de algum modo é preciso manter o pneu reserva sempre cheio pro momento certo.
Eu também já fiz algumas acusações e recebi tantos belos argumentos contrários que acreditei. Já recebi várias explicações de porque agiram de determinada forma comigo. O fato é que a verdade está no cotidiano, está nas atitudes diárias e não há neste mundo palavra que mascare o que as ações mostram e que precisamos reconhecer. "Conte comigo sempre" é mostrado na hora que você precisa, não em palavras bonitas. "Te admiro" está no olhar bondoso e não no julgamento esmiuçado no momento de raiva.
"Mas era justamente o fraco que deveria saber ser forte e partir, quando o forte é fraco demais para poder ofender o fraco", A insustentável leveza do ser me respalda. Um fato verídico é popular: "nasce-se só, morre-se sozinho". Caminho o meu caminho.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Meus pequenos mimetismos.
"E quando nasço, fico livre.
Esta é a base de minha tragédia"- Clarice Lispector/Água Viva.
Foram os meus erros
e meus acertos
que construíram parte deste universo.
Eu não gostaria de esquecer os fatos
Aprazem-me minhas memórias
Eu gostaria
somente
de nunca errar.
A lembrança é um milagre
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Brilho eterno de uma mente sem más lembranças.
Eu achei que esse cheiro nunca fosse acalmar. Eu pensei que ele sempre teria passado a ser ponto de desequilíbrio. Aí hoje eu o usei para tomar fôlego. Respirei fundo com esse aqui que tanto me sufocou porque é dele que não lembro mais, é ele que já não me dá asma, é ele que se perdeu no tempo, deixou de ser afetação e se tornou afeto. Carinho por um momento passado: tempo passado que eu ultrapassei, virou lembranças fajutas desprovidas de variações sentimentais negativas. E, me perdoem os clichês, ele chama "Doces Pecados Secretos", em 2009, quando eu adorava baunilha.
Olha, meu bem, eu descobri que a gente nasceu para superar. E tenha paciência que a superação é ignorante e egoísta. Ela tem o tempo dela e não está preocupada se você está cansado. Eu vou te contar como ela é:
É sobre o ovo que eu quero falar. Tudo tem seu tempo. É sobre o ovo que eu tenho tanto falado. Quando eu penso na minha vida que ando vivendo, eu imagino um pano de chão molhado sendo retorcido, eu estou aqui torcendo ele porque eu quero enxugá-lo, ele nem está sujo mais, mas está muito úmido e por mais que eu o retorça, sempre cai mais uma gota. É que é assim mesmo, tudo tem seu tempo de esgotamento, as gostas não precisam só cair, elas também precisam evaporar até que o tecido se veja seco novamente e molhado outra vez, seco e molhado, seco e molhado, secando novos pisos e absorvendo tudo que precisam sugar até que mais uma vez possam voltar ao varal e se esticar. Esse bom pano de chão nem perde a maciez e a capacidade de absorção. Ele só fica retalhado, é que ele aprendeu tudo que precisava mesmo, aí é que eu volto pro ovo.
O ovo a gente fica lá. Você tem a capacidade de imaginar o desespero do enclausuramento do pintinho dentro dele? Mas veja: o pintinho é o próprio ovo. E o ovo é ele. Não é clausura até que ele mesmo perceba que já sugou toda a "claridade" e que aquilo não é mais ele e sim o ovo. Aquela coisa que nem ele mesmo sabe mas que o está prendendo e por isso surge aquele impulso frenético de ir embora. Mas antes de haver a quebra, o ovo é o próprio infinito, porque ele é tudo que o próprio pinto é e o pinto só reconhece aquilo. Não seria o medo de ir e descobrir o que está ali fora, pior que a raiva de se dar conta que está lacrado por algo que já foi teu? Ou foi você? E que ninguém pode ajudar, porque ajudar é pior? Socorrer será matar e morrer de ajuda não é.
A gente tem medo de quebrar a casca do ovo, mas a gente quebra. Sabe o que é? É que sempre há novas perspectivas e sempre estamos quebrando cascas.
Bonitinhos e ordinários.
- Eu gosto tanto de você que eu não quero só te abarrotar de coisas materiais, eu quero te encher de lembrancinhas fajutas!
Eu nunca me encantei tanto com um clichê tão sincero.
Eu nunca me encantei tanto com um clichê tão sincero.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
C'est la vie
É que ela tenta mudar pela aparência o que é a sua própria vida. Nem sempre adiantou, vez ou outra vai. Corta os cabelos aparando as arestas dos conflitos internos, muda a cor de seus fios pelo brilho que falta no mundo... faz as unhas, compra umas roupas, viaja, troca as músicas, lê Clarice Lispector. Ela é a porção feminina que habita este tipo de universo de padrões, ela sabe, já falidos. Ela chama assim: istmo de época: não é do passado e ainda não é concisa no futuro: flutuante de períodos sociais, ela sabe, vive no nem. Abstrata de alma, hermética nos traços, ela é cada porção física do que tenta ser na existência. E ela nunca nem esteve aqui e talvez nunca consiga.
Dialetal, ambígua, contraditória. Mas olhe, é sim uma confusão, mas também é doçura... pois que apesar de todos os disfarces errados que comprou do destino, ela continua preferindo acreditar nas pessoas e nos fatos. Veja bem, não é mais inocência... o peso da culpa levou essa parte de sua delicadeza... é por princípio. Outra coisa que ela decidiu, resolveu ser uma pessoa de priores. Contando inclusive que a prioridade é ela mesma e o seu bem estar consigo.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)


