segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Lili



Em ilhas de campo o tempo é bom, é distante. 
Mas o tempo corre, ele não tem dó de nos arrastar
Fé é continuar acreditando mesmo nos tempos tempestuosos.
A vida sempre segue.

Por um triz

Minha maturidade grita para que eu não polemize aqui... então de tudo que escrevi, seleciono o puro:

"O fato é que não existo mais".

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Doçura


Feliz natal cupcake de felicidade gostosura dado pela Jana.

Minhas opiniões.

O egocentrismo é sem dúvida o problema da humanidade.

- Mas eu não faço mal a ninguém... a nada!
- Mas também não faz bem nenhum.

"Meu problema é grande para mim" e mais mil pessoas pensam assim, sofrendo sozinhas, sem ajudar ninguém. Ser nulo só não é pior que ser negativo.

sábado, 12 de novembro de 2011

Ótima reflexão.



    Você sabe: o futuro ex-ministro do trabalho, o tal Carlos Lupi, disse “eu te amo” para a presidente da República. Não disse olhando nos olhos dela, pelo menos que se saiba. Disse de público, em entrevista, para jornal, rádio, TV, internet.
    Bem. Antes de ir em frente, quero deixar claro que sou um homem que acredita no amor. Logo, não descarto a possibilidade de Lupi ter se enamorado de Dilma. O Cupido pode tê-lo flechado em meio a uma reunião ministerial em que seus olhares se cruzaram, uma cerimônia qualquer no Palácio do Planalto em que ele admirou o vestido vermelho dela, sei lá, são tão enviesados os caminhos da paixão...
    Porém, ah, porém, os atilados repórteres de Brasília jamais identificaram indícios de algum sentimento mais profundo entre os dois. Há quem diga que eles não são nem amigos.
   Se é assim, talvez, e digo apenas talvez, não quero que seja certo, pois, repito, acredito no amor, mas talvez a declaração de Lupi não seja de apreço aos encantos feminis da presidenta, e sim ao seu bem remunerado emprego.
    Quer dizer: Lupi jura amar Dilma para tentar despertar-lhe o amor. Ele anseia ser amado, mesmo que não ame. E, sendo tão simplório, acabou sendo profundo. Porque o quase demitido ministro revelou a essência das relações entre os sexos. Lupi olha para a presidenta e, ainda que ela seja sisuda, ainda que fale grosso, ainda que volta e meia ela descomponha um auxiliar, ainda assim ele vê uma mulher. E, ao ver uma mulher, em vez de ver a chefe, Lupi tenta seduzi-la balbuciando o que uma mulher mais gosta de ouvir:
    – Eu te amo.
    Suponho que Lupi deve ter dito eu te amo para várias mulheres, em sua vida. Suponho que algumas acreditaram. Se não tivessem acreditado, ele não tentaria repetir o truque agora, sobretudo desta forma tão... franca.
    Sim, Lupi já seduziu mulheres...
    Olhe para ele. Não se pode dizer que seja um belo exemplar do gênero masculino. No entanto, mulheres se entregaram a ele. Mulheres o amaram. Por quê? Porque ele disse:
    – Eu te amo.
    Se Lupi fosse mulher, não diria eu te amo. Uma mulher experiente nas lides do amor sabe que o que um homem mais gosta de ouvir não é uma declaração sentimental. É uma declaração carnal. Então, se Lupi fosse Lupa, ela não sairia por aí dizendo eu te amo para os homens que pretendesse seduzir. Diria: 
    – Você é uma máquina de fazer sexo. Você é um potro fogoso que leva qualquer mulher ao êxtase. Preciso de você para sentir prazer.
    É isso que um homem quer ouvir. Ele quer ser um campeão das atividades interlençóis, ele quer ser um semideus da luxúria. Ele quer que ela seja escrava dele, sim, mas não por amor; por desejo.
    Quem planeja despertar o amor do próximo, portanto, vale-se dessa arma: diz o que o próximo quer ouvir. O homem deseja, mas diz que ama; a mulher ama, mas diz que deseja; o jogador de futebol beija a camisa, mostra o escudo na comemoração do gol, jura que virou torcedor do clube no qual joga.
    É assim que é.
    Não devemos acreditar em tudo que ouvimos.
    Torcedor: eles jogam por dinheiro. Dilma: esse ministro não te ama. Pode demiti-lo sem remorsos. Eu te amo.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Não só de ano


Tenho medo do fim.
Sempre assim o final de ano: tensão sobre o inesperado.
Boas borboletas na barriga.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Contraditória ou metalinguística?


Admiro pessoas que ao invés de ruminarem amor incorrespondido se entregam a temas diversos, que extrapolam as temáticas recuso-amorosa e se ampliam a assuntos, muitas vezes não tão edificantes, mas de maior valia ao amor-próprio.

Todo mundo precisa de atenção, não há grupo que não sofra individualmente, "nasce-se só, morre-se sozinho" - as vezes penso, porém devemos tentar sempre sermos os guias e não o cavalo, necessitamos firmar nossas rédeas e traçar o caminho que escolhemos, ao invés de choramingar, mendigando afeto e atenção em vidas virtuais, expondo-nos para que todos percebam nossos conflitos, em  jogos pseudoamorosos.

Canso de ver meninas marcando os ex-namorados em fotos de coração, enfatizando que ainda os amam, que os esperam, que sentem saudades, em seus blogs, ou terminando amizades, falando desmedidamente o que não falariam em presença verdadeira, rapazes que se esgoelam em recados machistas ou se mostram sensibilizados demais. 

E quantas vezes não nos enganamos? Lemos status e mais status de uma pessoa infeliz e sempre as vemos felizes? Ou o contrário? É o excesso da própria depreciação. Meus sentimentos não aparecem no Facebook, no Twitter e muito menos nos aposentado Orkut: aparece na minha face e, olhe lá, no meu blog.

"Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonha que se sonha junto é realidade"... e cantarolando Raul Seixas, ultrapasso o egoísmo que sempre tenta nos tomar e me lembro que se não há alguém a atender a minha vontade de sonhar comigo, existem, lá fora, pessoas querendo sonhar compartilhado.

Basta-me ampliar o olhar a elas e esquecer-me um minuto que meu mundo não existe, existe o nosso conjunto de indivíduos querendo compartilhar mais que posts em redes sociais irreais, onde todos conhecem a vida de todos e ninguém conhece ninguém. Em quantas salas existirão pessoas sozinhas que anseiam atenção?

Quero um mundo real.